Indivíduos com múltiplas tatuagens têm melhor sistema imunológico, segundo estudo

Um estudo realizado por um trio de pesquisadores da Universidade do Alabama, nos EUA, trouxe uma boa notícia para quem curte tatuagens. Ao que tudo indica, indivíduos que se tatuam com frequência apresentam melhores respostas imunológicas contra infecções comuns.
Conduzida pelos professores de Antropologia da universidade, Dr. Jason DeCaro e Dr. Christopher Lynn, estudiosos da neuroantropologia – ou seja, como a cultura interfere neurologicamente no corpo humano -, a pesquisa contou com a contribuição da ex-aluna da universidade Johnna Dominguez, responsável por pesquisar e coletar saliva de clientes de estúdios de tatuagem das cidades de Tuscaloosa e Leeds.
As amostras, colhidas antes e depois dos voluntários serem tatuados, indicaram que quem é frequentemente submetido a sessões de tatuagem passa por reações imunológicas semelhantes a dos praticantes de musculação:
“A resposta do corpo às tatuagens é semelhante ao da musculação quando praticada por um sedentário”, diz Lynn ao site da universidade. “Inicialmente, os músculos ficam machucados, mas se você continuar, eles se recuperam com o tempo. Depois da resposta ao estresse seu corpo retorna a um equilíbrio. No entanto, se você continuar estressando seu corpo continuamente, em vez de ele retornar ao ponto inicial, ele fica mais forte”.
Na saliva coletada, os pesquisadores mediram os níveis de imunoglobulina A – anticorpo responvável pela ‘batalha’ contra infecções comuns, como a gripe – e de cortisol, hormônio do estresse conhecido por suprimir a resposta imunológica das pessoas.
Os níveis de imunoglobulina A caíram significativamente nas pessoas que fizeram sua primeira tatuagem – efeito esperado devido aos imunossupressores do cortisol -, uma resposta ao estresse do procedimento. Porém, o anticorpo diminuiu muito menos entre as pessoas que se tatuavam com frequência. Ou seja, uma tatuagem isolada é capaz de baixar a imunidade das pessoas, mas a visita frequente à mesa do tatuador pode contribuir para evitar um resfriado, por exemplo.
O estudo foi publicado no ‘American Journal of Human Biology’. Quem quiser tirar mais súvidas pode entrar em contato com o professor Dr. Christopher Lynn, através do e-mail cdlynn@ua.edu.
Fonte: O Globo

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